Entenda a Doença Degenerativa do Disco
Doença Degenerativa do Disco
A doença degenerativa do disco é o desgaste dos discos intervertebrais, causando dor e limitação de movimento.
O que é a Doença Degenerativa do Disco?
Embora as lombalgias comuns (dores nas costas) possam ter causas múltiplas (musculares, ligamentares, articulares, psicológicas), as lombalgias severas, crónicas e incapacitantes em indivíduos jovens têm frequentemente uma origem discal. Trata-se da discopatia lombar, ou seja, a degeneração progressiva de um ou mais discos intervertebrais.
Evolução do Canal Lombar Estreito
A discopatia pode manifestar-se por bloqueios lombares agudos (lumbago), que surgem frequentemente após um movimento incorreto ou esforço físico. Estas crises tendem a desaparecer naturalmente em poucos dias, ou, por vezes, em algumas semanas. Para a maioria das pessoas, essas crises são isoladas ou espaçadas no tempo. No entanto, em 5% dos casos, as lombalgias intensificam-se, ocorrendo com esforços cada vez menores, até se tornarem permanentes. O disco afetado fissura-se, desidrata-se e, gradualmente, colapsa. Por vezes, um fragmento do disco pode ser expulso, comprimindo as raízes nervosas localizadas logo atrás: este é o fenómeno da hérnia discal, responsável, entre outros, por dores ciáticas nas pernas. Em alguns casos, a hérnia discal aparece subitamente no início da evolução da discopatia, em indivíduos que nunca tinham sofrido de dores nas costas. Em outros casos, a hérnia surge após um longo historial de dores lombares. Quanto mais comprimido estiver o disco, menor será o espaço ao redor das raízes nervosas, e, em alguns casos, a simples remoção da hérnia discal não será suficiente para liberar totalmente uma raiz comprimida.
SINTOMAS
A discopatia lombar pode provocar dois tipos principais de sintomas: dor nas costas (lombalgia) e dor nas pernas (ciática ou cruralgia). De forma simplificada, a degeneração do disco causa lombalgia, enquanto a hérnia ou protrusão discal pode comprimir as raízes nervosas e provocar ciática. Em casos de discos muito comprimidos, protrusos ou inflamados, pode surgir ciática mesmo sem a presença de hérnia. As lombalgias relacionadas com a discopatia lombar apresentam-se como uma dor em faixa na parte inferior das costas. Permanecer sentado ou de pé por períodos prolongados torna-se rapidamente desconfortável. As dores são sensíveis ao esforço, levando frequentemente à redução de atividades, sejam elas desportivas ou profissionais. São comuns dores e rigidez matinais, que exigem um período de ‘aquecimento’ antes de iniciar as atividades diárias. Em algumas pessoas, a situação piora com o aumento da frequência, duração e intensidade das crises. A dor pode tornar-se permanente, de dia e de noite, afetando significativamente a vida social e familiar e podendo levar a sentimentos de frustração ou depressão. As dores ciáticas estão descritas no parágrafo sobre hérnia discal.
EXAMES
As discopatias lombares são diagnosticadas com precisão através de uma ressonância magnética (RM) da coluna lombar, que é o exame mais indicado para avaliar o estado do disco. Radiografias da coluna completa são frequentemente importantes para o cirurgião vertebral, proporcionando uma visão global da forma da coluna, o que pode influenciar a decisão terapêutica. Nos casos em que a degeneração do disco já alcançou o estágio de artrose, uma tomografia computadorizada (TAC) da coluna lombar pode ser necessária para avaliar melhor os contornos ósseos das vértebras.
Possibilidades de Tratamento
Opções de Tratamento para a Doença Degenerativa do Disco
O tratamento das lombalgias é inicialmente médico. É conduzido pelo médico assistente, frequentemente em colaboração com um reumatologista, um especialista em reabilitação ou um especialista em dor. Este tratamento pode incluir repouso durante as crises, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia e, em alguns casos, infiltrações ou imobilizações com coletes. A maioria dos casos de dores nas costas responde bem a esses tratamentos, mesmo que as crises não desapareçam totalmente. Uma avaliação mais aprofundada e uma consulta com um cirurgião de coluna vertebral são recomendadas quando as dores não respondem adequadamente aos tratamentos e os sintomas, persistentes por mais de 6 a 12 meses, e/ou comprometem significativamente a qualidade de vida.
Princípios do Tratamento Cirúrgico
Critérios para Cirurgia da Doença Degenerativa do Disco
A cirurgia para lombalgia crónica só é considerada após o fracasso de um tratamento médico completo e prolongado. O cirurgião vertebral baseia-se na correlação entre os sintomas e as anomalias encontradas nos exames de imagem para decidir pela cirurgia. Em casos sem paralisia, a cirurgia nunca será obrigatória, mas sim uma opção adicional para tratar a lombalgia. A cirurgia consiste na remoção total do disco afetado (incluindo hérnia, se presente) e sua substituição por um implante móvel (prótese discal) ou fixação definitiva (caixa e parafusos para fusão/artrodese). A escolha do implante depende do grau de degeneração do disco. Após o aparecimento de artrose, a colocação de uma prótese discal já não é recomendada.
Uma das técnicas que mais uso para o tratamento desta patologia é a Prótese de disco lombar
Procedimento Cirúrgico
Prótese de disco lombar
A colocação de prótese de disco é um procedimento cirúrgico que visa substituir um disco intervertebral danificado por uma prótese artificial. Este método minimamente invasivo permite ao cirurgião restaurar a altura do espaço intervertebral e aliviar a pressão sobre as estruturas nervosas adjacentes. Utilizando técnicas avançadas e tecnologia moderna, o procedimento proporciona alívio da dor e melhora na mobilidade do paciente. A recuperação geralmente é rápida, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com mais conforto e funcionalidade.
PÓS-OPERATÓRIO
Após a cirurgia, o paciente é incentivado a levantar-se algumas horas após o procedimento. Um fisioterapeuta ensina os movimentos adequados para atividades diárias, como levantar-se, deitar-se e apanhar objetos do chão. O uso de um colete pode ser necessário em casos de artrodese, mas não em cirurgias com prótese discal. O retorno a casa ocorre geralmente 24 a 48 horas após a intervenção. As orientações para o cuidado das feridas, medicação e repouso até à consulta de revisão são fornecidas na alta hospitalar.
CONVALESCENÇA
Em casa, o ideal é alternar repouso em posição confortável (semi-reclinada, com as pernas ligeiramente dobradas) com caminhadas leves em superfícies planas. Inicialmente, estas caminhadas devem durar 10 a 15 minutos, podendo aumentar gradualmente até 1 ou 2 horas. As atividades diárias, como limpeza ou condução, só devem ser retomadas de forma gradual a partir da 2ª ou 3ª semana, dependendo do conforto do paciente.
Perguntas Frequentes
O que é a doença degenerativa do disco?
É uma condição caracterizada pelo desgaste progressivo dos discos intervertebrais da coluna vertebral, que perdem elasticidade e capacidade de absorver impactos, podendo causar dor e rigidez.
Quais são os sintomas mais comuns?
Os sintomas incluem dor lombar ou cervical, rigidez, limitação de movimento, formigamento ou dormência nos membros e, em casos avançados, fraqueza muscular.
Quais são as causas da doença degenerativa do disco?
As principais causas são o envelhecimento natural, predisposição genética, sedentarismo, tabagismo, obesidade e atividades que sobrecarregam a coluna.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como radiografias e ressonância magnética, que identificam alterações nos discos intervertebrais.
Quais são as opções de tratamento disponíveis?
O tratamento pode incluir fisioterapia, exercícios de fortalecimento, medicações analgésicas e anti-inflamatórias, e, em casos graves, cirurgia.
A doença degenerativa do disco é grave?
Na maioria dos casos, não é considerada grave e pode ser controlada com tratamento conservador. No entanto, em casos avançados, pode levar a complicações que requerem intervenção médica.
Qual a diferença entre discopatia degenerativa e hérnia de disco?
A discopatia degenerativa refere-se ao desgaste do disco intervertebral, enquanto a hérnia de disco ocorre quando o material do disco se projeta para fora, podendo comprimir estruturas nervosas.
Beber água previne a desidratação dos discos intervertebrais?
Não há evidências científicas que comprovem que a ingestão de água previna a desidratação dos discos intervertebrais.
A doença degenerativa do disco pode piorar com o tempo?
Sim, sem tratamento adequado, a condição pode progredir, aumentando a dor e a limitação funcional.
A cirurgia é sempre necessária?
Não. A cirurgia é considerada apenas quando os tratamentos conservadores não proporcionam alívio adequado dos sintomas ou em casos de complicações graves.
