Fusão e estabilização
Cirurgia de Revisão
Quando uma cirurgia da coluna anterior não resolveu, ou o problema regressou, uma avaliação honesta e um plano para voltar a pôr as coisas no caminho certo.
Operou-me outro cirurgião? Faço segunda opinião.


Como eu faço
“
Encaro a cirurgia de revisão com prudência e honestidade. O primeiro passo nunca é operar: é perceber, com rigor, porque é que a primeira cirurgia não atingiu o objetivo. Nem todas as situações precisam, ou beneficiam, de nova cirurgia. São, muitas vezes, casos para decidir em equipa; e o domínio de várias técnicas, incluindo a via anterior e a endoscopia, dá-me, frequentemente, mais do que um caminho para resolver o problema.
Dr. Rafael PortelaOrtopedia · Cirurgia da Coluna
A técnica, em poucas palavras
O que precisa de saber
O que é
A cirurgia de revisão é a que se faz depois de uma cirurgia da coluna anterior, quando os sintomas não melhoraram, regressaram ou surgiu um novo problema relacionado. É, por natureza, mais complexa do que a primeira: a anatomia está alterada, pode haver tecido cicatricial e, muitas vezes, material (implantes) de uma intervenção prévia.
O primeiro passo nunca é operar
É perceber, com rigor, porque é que a primeira cirurgia não atingiu o objetivo e só depois definir se há, e qual é, a melhor solução. Faço um estudo completo do caso e identifico a causa real do problema.
Quando está indicada
Dor que persiste ou regressa depois de uma cirurgia da coluna; fusão que não consolidou (pseudartrose); problema num nível vizinho a uma fusão anterior (doença do segmento adjacente); recidiva de uma hérnia já operada; implante mal posicionado, solto ou a causar sintomas; deformidade ou instabilidade que surgiu após a cirurgia inicial.
Como decorre
Não há um procedimento único, a revisão é desenhada à medida do problema identificado. Em traços gerais: estudo completo do caso e revisão da cirurgia anterior; identificação da causa e discussão da estratégia, quando útil em equipa; quando se justifica operar, escolha da técnica mais adequada (descompressão, revisão da fusão ou abordagem por uma via diferente da inicial); reabilitação orientada para o caso.
Riscos
A revisão tem, em geral, mais riscos do que a primeira cirurgia, precisamente pela anatomia alterada e pelo tecido cicatricial: maior risco de lesão neurológica, de perda de líquido cefalorraquidiano (durotomia) e de infeção. É por isso que insisto tanto em só operar quando há um benefício claro.
Porque escolho esta abordagem
O que ganha com esta técnica
Diagnóstico rigoroso
Identificar a verdadeira causa da falência da cirurgia anterior.
Decisão ponderada
Operar ou não, muitas vezes decidida em equipa.
Mais do que um caminho
Acesso a várias técnicas: via anterior, endoscopia, fusão.
EESS · ISUBE · AO SPINE · EUROSPINE
Membro fundador
European Endoscopic Spine Society (EESS)
Formação internacional
Ganga Hospital (AO Spine) · Bordéus
Volume cirúrgico elevado
em técnicas minimamente invasivas
Patologias que trato com esta técnica
O que trato com esta técnica
Espondilolistese
Instabilidade que pode exigir revisão.
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Doença Degenerativa do Disco
Desgaste de um nível vizinho a uma fusão (segmento adjacente).
Saber mais →
Hérnia Discal Lombar
Recidiva de uma hérnia já operada.
Saber mais →
Casos clínicos reais
Casos reais desta técnica — cirurgia de revisão da coluna, com exames e evolução, sempre com o consentimento do doente. Veja como abordei situações semelhantes à sua.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns
A minha primeira cirurgia falhou. Vale a pena operar outra vez?
Nem sempre. O primeiro passo é perceber porque é que não resultou. Só recomendo nova cirurgia quando há uma causa identificável e um benefício claro em corrigi-la.
A cirurgia de revisão é mais arriscada?
Em regra, sim, porque a anatomia está alterada e há tecido cicatricial. Por isso a avaliação é tão cuidadosa e, muitas vezes, a decisão é tomada em equipa.
Operou-me outro cirurgião. Pode dar-me uma segunda opinião?
Sim. Faço um estudo completo do seu caso e dou-lhe uma opinião fundamentada, mesmo que a cirurgia inicial tenha sido feita por outro médico.
O que é a doença do segmento adjacente?
É o desgaste de um nível vizinho a uma fusão anterior, que fica sujeito a mais sobrecarga. É uma das causas mais frequentes de dor que regressa depois de uma fusão.
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