Patologia da coluna lombar

Canal Lombar Estreito

O canal lombar estreito surge quando o espaço por onde passam os nervos se reduz, comprimindo-os. É a causa típica da dificuldade progressiva em caminhar a partir de certa idade. Quando o conservador deixa de chegar, a descompressão pode ser feita por via minimamente invasiva.

Custa-lhe cada vez mais andar sem parar? Saiba porquê.

Ilustração médica em corte transversal de uma vértebra lombar com estenose espinhal, evidenciando o estreitamento do canal vertebral central e a consequente compressão das raízes nervosas e da cauda equina.
Dr. Rafael Portela

Como eu trato


Faço a descompressão dos nervos por endoscopia biportal (UBE), através de incisões milimétricas, alargando o canal, na maioria dos casos sem necessidade de fusão. É uma abordagem particularmente vantajosa no doente mais idoso ou com outras doenças: menos dor, menos perda de sangue e recuperação mais rápida. Quando existe instabilidade associada, complemento com uma estabilização.

Dr. Rafael PortelaOrtopedia · Cirurgia da Coluna

A Patologia, em poucas palavras

O que precisa de saber

O que é

O canal lombar estreito (ou estenose) ocorre quando o espaço dentro da coluna lombar, por onde passam as raízes nervosas, se torna reduzido. Essa redução comprime os nervos e pode causar dor nas costas, formigueiros e fraqueza nas pernas. Reconhecer cedo os sintomas é essencial para manter a qualidade de vida.

Como evolui

Os nervos adaptam-se ao estreitamento na fase inicial, que pode ser silenciosa durante anos. Quando a estenose atinge um certo grau, surge dor e/ou dificuldade em caminhar, que tende a agravar-se progressivamente.

Sintomas

O sinal mais característico é a claudicação intermitente: dificuldade progressiva em caminhar que surge ao fim de uma certa distância e obriga a parar alguns minutos antes de retomar. Pode incluir fraqueza nas pernas e ciática numa ou em ambas. Quando há instabilidade ou escoliose associadas, surgem também dores lombares.

Exames

Apoia-se na ressonância magnética (RM), que mostra com clareza a compressão dos nervos, complementada por TAC para os contornos ósseos. As radiografias são indispensáveis para identificar instabilidades.

Possibilidades de tratamento

Não há tratamento que impeça a evolução da artrose; enquanto não há sintomas, não há necessidade de intervir. Quando surgem queixas, começa-se por analgésicos, anti-inflamatórios e, em alguns casos, infiltrações. Como a tendência é o agravamento, se não melhorarem pode ser necessário considerar a cirurgia, idealmente antes de surgir fraqueza, porque depois a recuperação do nervo é incerta.

Sintomas em destaque

Sinais a que deve estar atento

Claudicação

Dificuldade em caminhar que surge ao fim de uma distância e obriga a parar.

Dor nas pernas

Ciática numa ou em ambas as pernas, por vezes com fraqueza.

Agravamento progressivo

A distância que consegue andar vai diminuindo com o tempo.

Recuperação, quando é preciso operar

O caminho da recuperação

1

Dia 1

Levanta-se no próprio dia; colete só se houver estabilização.

2

2-3 semanas

Evitar pesos, conduzir e limpezas; caminhadas leves.

3

3 semanas

Início da fisioterapia e reeducação.

4

4+ semanas

Fortalecimento progressivo da coluna e das pernas.

EESS · ISUBE · AO SPINE · EUROSPINE

Membro fundador

European Endoscopic Spine Society (EESS)

Formação internacional

Ganga Hospital (AO Spine) · Bordéus

Volume cirúrgico elevado

em técnicas minimamente invasivas

Como trato esta patologia

As opções que considero

Endoscopia Biportal (UBE)

Descompressão minimamente invasiva, em geral sem fusão.

Saber mais

Fusão Lombar (ALIF)

Quando há instabilidade a corrigir.

Saber mais

Tratamentos Não Cirúrgicos

Alívio da dor enquanto não há indicação cirúrgica.

Saber mais

Casos clínicos reais

Casos reais desta patologia — canal lombar estreito, com exames e evolução, sempre com o consentimento do doente. Veja como abordei situações semelhantes à sua.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

A descompressão pode ser feita por endoscopia?

Sim. Na maioria dos casos faço-a por endoscopia biportal (UBE), através de incisões milimétricas e, em geral, sem fusão.

Vou precisar de parafusos?

Nem sempre. A fusão só é necessária quando há instabilidade associada.

Tenho idade avançada, posso ser operado?

Sim. Por ser minimamente invasiva, a endoscopia é especialmente adequada a doentes mais idosos, com menos dor e recuperação mais rápida.

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