Não cirúrgico

Infiltração

Levar o anti-inflamatório diretamente ao ponto que dói, uma injeção guiada por imagem que alivia a dor da coluna e ajuda a recuperar, evitando ou adiando a cirurgia.

Feito em ambulatório · alta no próprio dia.

Ilustração médica em perfil da coluna vertebral demonstrando um procedimento de infiltração, com uma agulha guiada injetando medicação diretamente na raiz nervosa inflamada para bloqueio da dor.
Dr. Rafael Portela

Como eu faço

Vejo a infiltração como uma ferramenta dentro de um plano, não como um fim em si mesma. Levo o medicamento exatamente ao ponto que está inflamado, uma raiz nervosa, uma faceta, a articulação sacroilíaca, guiado por imagem, para máxima precisão. O objetivo é tirar a dor o suficiente para poder mover-se e fazer reabilitação, que é o que resolve o problema a médio prazo. E, muitas vezes, a infiltração também me ajuda a confirmar a origem exata da sua dor.

Dr. Rafael PortelaOrtopedia · Cirurgia da Coluna

A técnica, em poucas palavras

O que precisa de saber

Antes, uma nota, porque começo quase sempre sem cirurgia

A maioria das dores de coluna, lombares e cervicais, melhora sem cirurgia. Na ausência de défice neurológico, o tratamento conservador, bem feito e com tempo, é o ponto de partida. A infiltração é uma das suas ferramentas.

O que é

A infiltração é a injeção, guiada por imagem (raio-X ou ecografia), de um anti-inflamatório (em geral um corticoide, por vezes com anestésico) à volta da estrutura que está a causar a dor. Reduz a inflamação local e interrompe o ciclo da dor.

O que pode tratar

Dor irradiada por compressão de uma raiz (ciática, braquialgia) por hérnia ou canal estreito; dor das facetas; dor da articulação sacroilíaca; entre outras. Em muitos casos serve também de bloqueio diagnóstico, confirmando de onde vem a dor.

Vantagens

Minimamente invasiva, só com uma agulha; em ambulatório, com alta no próprio dia; alívio que permite reabilitar e fortalecer; pode evitar ou adiar a cirurgia; repetível em casos selecionados.

Como decorre

Posicionamento confortável e anestesia local; introdução da agulha até ao alvo, guiada por imagem; injeção do medicamento; curto período de observação antes da alta.

Sinais de alarme, quando não esperar

Perda de força progressiva num braço ou perna; dormência na zona genital ou alterações a urinar/evacuar; dor intensa que não cede, sobretudo com febre. Nestes casos, a avaliação tem de ser rápida.

Riscos

Procedimento seguro; efeitos, na maioria, ligeiros e transitórios, desconforto local, pequeno hematoma. Complicações sérias são muito raras.

Porque escolho esta abordagem

O que ganha com esta técnica

Precisão

O medicamento vai ao ponto exato, guiado por imagem.

Sem cirurgia

Em ambulatório, com alta no próprio dia.

Abre caminho à reabilitação

Tira a dor o suficiente para poder mover-se e fortalecer.

DO PROCEDIMENTO AO ALÍVIO

O caminho da recuperação

1

Primeiros dias

Atividades leves quase de imediato; algum desconforto local.

2

Dias a 2 semanas

Instala-se o alívio da dor.

3

Depois

Momento ideal para investir na reabilitação.

4

Se necessário

Pode repetir-se em casos selecionados.

EESS · ISUBE · AO SPINE · EUROSPINE

Membro fundador

European Endoscopic Spine Society (EESS)

Formação internacional

Ganga Hospital (AO Spine) · Bordéus

Volume cirúrgico elevado

em técnicas minimamente invasivas

PATOLOGIAS EM QUE PODE AJUDAR

O que trato com esta técnica

Hérnia Discal Lombar

Alívio da dor ciática enquanto a hérnia regride.

Saber mais

Artrose Facetária

Bloqueio diagnóstico e alívio da dor facetária.

Saber mais

Disfunção Sacroilíaca

Tratamento e confirmação da origem da dor.

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Casos clínicos reais

Casos reais desta técnica — infiltração da coluna guiada por imagem, com exames e evolução, sempre com o consentimento do doente. Veja como abordei situações semelhantes à sua.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

A infiltração resolve o problema?

Pode aliviar muito a dor e ajudar a recuperar, sobretudo combinada com reabilitação. Nuns casos é solução; noutros, ganha tempo e ajuda a decidir.

Dói?

É feita com anestesia local e, em geral, é bem tolerada. Pode sentir algum desconforto na zona nos dias seguintes.

Quantas posso fazer?

Em casos selecionados, pode repetir-se. Avalio sempre o equilíbrio entre o benefício e a frequência.

Isto adia a cirurgia ou faz-me perder a oportunidade?

Não. Tentar primeiro o conservador não compromete uma eventual cirurgia futura e ajuda a chegar a ela em melhores condições.

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