Patologia da coluna lombar

Espondilolistese

Na espondilolistese, uma vértebra desliza sobre a de baixo, causando dor lombar e, por vezes, ciática. Quando há indicação cirúrgica, é possível corrigir o deslizamento e estabilizar a coluna por vias minimamente invasivas.

O que significa o seu diagnóstico e o que se pode fazer.

Ilustração médica em perfil da coluna lombar evidenciando o escorregamento para a frente de uma vértebra sobre a outra, caracterizando um quadro de espondilolistese.
Dr. Rafael Portela

Como eu trato

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Quando há indicação para operar, prefiro a via anterior, a ALIF, através do abdómen com uma incisão pequena: corrijo o deslizamento e reequilibro a coluna com o menor stress possível sobre as raízes nervosas, colocando uma cage entre as vértebras. Numa segunda fase, fixo por via posterior, frequentemente percutânea. Esta abordagem reposiciona a vértebra e protege os discos vizinhos.

Dr. Rafael PortelaOrtopedia · Cirurgia da Coluna

A Patologia, em poucas palavras

O que precisa de saber

O que é

É o deslizamento progressivo de uma vértebra sobre a de baixo. Pode dever-se a uma fratura de uma das estruturas que ligam as vértebras (lise ístmica), com sintomas em adultos jovens (15–45 anos), ou a uma forma de artrose das articulações, frequentemente após os 60 anos e associada a canal lombar estreito (abordado na página própria).

Como evolui

A lise ístmica costuma ocorrer na infância e passar despercebida. A pessoa pode viver anos sem sintomas, até surgirem dores lombares; a partir daí, tendem a agravar-se com o tempo.

Sintomas

Na maioria, instala-se de forma silenciosa e a espondilolistese só é descoberta mais tarde, numa radiografia pedida por dores que não respondem ao tratamento. Podem surgir ciáticas, em geral limitadas às nádegas ou à parte de trás das coxas. Em deslizamentos importantes pode haver deformidade visível na parte baixa das costas; a fraqueza nas pernas é rara.

Exames

Uma radiografia simples costuma ser suficiente para o diagnóstico. A TAC é essencial para avaliar a fratura e os contornos ósseos, e a RM tem papel importante para avaliar o estado do disco entre as vértebras que deslizam e dos vizinhos.

Possibilidades de tratamento

Começa por ser médico, repouso nas crises, analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e, por vezes, infiltrações ou colete. A maioria das dores responde bem. A avaliação cirúrgica recomenda-se quando a dor persiste pelo menos 6 a 12 meses, com limitações significativas. O princípio é fundir as vértebras instáveis, depois de reposicionar a vértebra deslizada.

Sintomas em destaque

Sinais a que deve estar atento

Dor lombar persistente

Que não responde ao tratamento e leva ao diagnóstico.

Ciática

Em geral limitada às nádegas ou à parte de trás das coxas.

Deformidade

Em deslizamentos importantes, visível na parte baixa das costas.

Recuperação, quando é preciso operar

O caminho da recuperação

1

Primeiras horas

Primeiro levantamento no próprio dia, com fisioterapeuta.

2

Alta

Habitualmente 2–4 dias depois; colete nas primeiras semanas.

3

3 semanas

Início da fisioterapia.

4

4.º–6.º mês

Regresso profissional e desportivo.

EESS · ISUBE · AO SPINE · EUROSPINE

Membro fundador

European Endoscopic Spine Society (EESS)

Formação internacional

Ganga Hospital (AO Spine) · Bordéus

Volume cirúrgico elevado

em técnicas minimamente invasivas

Como trato esta patologia

As opções que considero

Fusão Lombar (ALIF)

Corrige o deslizamento e estabiliza por via anterior.

Saber mais →

Canal Lombar Estreito

Frequentemente associado, sobretudo após os 60 anos.

Saber mais →

Cirurgia de Revisão

Quando uma fusão anterior precisa de ser revista.

Saber mais →

Casos clínicos reais

Casos reais desta patologia — espondilolistese, com exames e evolução, sempre com o consentimento do doente. Veja como abordei situações semelhantes à sua.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

A fusão tira-me mobilidade?

Bloqueia apenas o segmento instável que causa dor; a mobilidade global mantém-se nos restantes níveis.

A via anterior (ALIF) dói menos?

É feita pelo abdómen, poupando as raízes nervosas e a musculatura das costas, o que tende a reduzir a dor pós-operatória.

Quanto tempo de baixa devo contar?

Alta em 2–4 dias; regresso ao trabalho e ao desporto, em geral, entre o 4.º e o 6.º mês.

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