Fusão e estabilização

ALIF: Fusão Lombar por Via Anterior

Fundir e estabilizar a coluna lombar a partir da frente, pelo abdómen, uma técnica exigente, que poupa os músculos das costas e que é a minha principal área de diferenciação.

Foi-lhe proposta uma fusão? Avalio a via anterior.

Dr. Rafael Portela e a sua equipa médica realizam uma cirurgia complexa à coluna vertebral, concentrados no campo operatório sob iluminação cirúrgica de alta precisão.
Dr. Rafael Portela

Como eu faço

A ALIF e a cirurgia lombar por via anterior são a minha principal área de diferenciação, com formação dedicada em Bordéus e um volume regular numa técnica que, em Portugal, é praticada por poucos cirurgiões. É uma cirurgia tecnicamente exigente e é essa experiência que me permite oferecê-la com segurança: uma fusão sólida, com excelente restituição do alinhamento e sem agredir as costas.

Dr. Rafael PortelaOrtopedia · Cirurgia da Coluna

A técnica, em poucas palavras

O que precisa de saber

O que é

ALIF (Anterior Lumbar Interbody Fusion) é a fusão lombar feita a partir da frente do corpo, através de uma incisão no abdómen. Removo por completo o disco doente e coloco no seu lugar um implante (cage) que restitui a altura e o alinhamento e promove a fusão entre as duas vértebras.

A diferença

Por se chegar à coluna pela frente, esta técnica não mexe nos músculos das costas nem nas estruturas nervosas posteriores, o que a distingue das fusões por via posterior.

Quando faço por via posterior (TLIF)

Nem todos os casos são para via anterior. Quando é preciso descomprimir os nervos pela parte de trás, quando há instabilidade a fixar ou quando a anatomia o aconselha, faço a fusão por via posterior, tipicamente uma TLIF (fusão intersomática lombar por via transforaminal): removo o disco e coloco a cage por trás, complementando com parafusos. Sempre que possível, essa fixação é feita por via percutânea, com pequenas incisões, o que significa menos agressão muscular, menos dor e recuperação mais rápida. Escolho a via, anterior ou posterior, em função do que é melhor para o seu caso.

Quando está indicada

Doença degenerativa do disco com dor incapacitante sem resposta ao conservador; espondilolistese; instabilidade do segmento; necessidade de restituir a altura do disco e corrigir o alinhamento; algumas cirurgias de revisão em que a via anterior oferece vantagem.

Vantagens

Poupa totalmente os músculos das costas, não os corta nem os afasta; não manipula os nervos posteriores; permite um implante maior, com excelente fusão e restituição da altura; ótima correção do alinhamento lombar; menos dor nas costas no pós-operatório.

Riscos

Técnica segura nas mãos certas, mas exige experiência específica. O risco mais característico é a lesão dos grandes vasos do abdómen (pouco frequente); nos homens, risco de ejaculação retrógrada, geralmente transitória; e os riscos comuns a qualquer fusão, não-consolidação (pseudartrose) e sobrecarga dos vizinhos. Explico-lhe todos estes pontos, com franqueza, antes de decidirmos.

Porque escolho esta abordagem

O que ganha com esta técnica

Poupa as costas

Não corta nem afasta os músculos paravertebrais.

Melhor alinhamento

Implante maior, com excelente fusão e restituição da altura.

Menos dor lombar

No pós-operatório, em comparação com as vias posteriores.

Retome as suas atividades

O caminho da recuperação

1

2–3 semanas

Caminhadas e tarefas leves; proteger a fusão é prioridade.

2

3–6 semanas

Aumento progressivo da atividade, condução e trabalho leve.

3

6+ semanas

Regresso gradual ao esforço, à medida que a fusão consolida.

4

Vários meses

Consolidação óssea completa.

EESS · ISUBE · AO SPINE · EUROSPINE

Membro fundador

European Endoscopic Spine Society (EESS)

Formação internacional

Ganga Hospital (AO Spine) · Bordéus

Volume cirúrgico elevado

em técnicas minimamente invasivas

Patologias que trato com esta técnica

O que trato com esta técnica

Doença Degenerativa do Disco

Dor lombar crónica de origem discal.

Saber mais

Espondilolistese

Corrige o deslizamento e estabiliza.

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Escoliose do Adulto

Reequilibra a coluna na deformidade degenerativa.

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Casos clínicos reais

Casos reais desta técnica — fusão lombar por via anterior (ALIF), com exames e evolução, sempre com o consentimento do doente. Veja como abordei situações semelhantes à sua.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Porque é feita pela barriga e não pelas costas?

Chegar pela frente permite remover o disco e colocar um implante maior sem cortar os músculos das costas nem mexer nos nervos posteriores, menos dor e melhor alinhamento.

É mesmo pouco comum em Portugal?

Sim. Por exigir domínio da via anterior, é praticada por poucos cirurgiões, é a minha principal área de diferenciação.

Vou perder o movimento da coluna?

A ALIF é uma fusão: aquele nível deixa de se mover. Quando o objetivo é preservar o movimento, a alternativa é a prótese de disco.

Quanto tempo demora a fusão a consolidar?

Decorre ao longo de vários meses; por isso o regresso ao esforço é progressivo e acompanhado.

Marcar consulta

Foi-lhe proposta uma fusão lombar e quer uma opinião sobre a via anterior?

A ALIF é a minha principal área de diferenciação. Marque uma consulta para avaliarmos com todo o cuidado se é indicada para si.